domingo, 28 de março de 2010

Vagos de Existência

Sinto que o vago me preenche.Nesses frios e tortuosos momentos de ser, sentir.Calorosos suaves, intensos, existir. Não divago, afirmo. Pequenas gotas de vida se espalham, sedentas de existência.Eu o procuro também. Sentidos hão muitos, não quero o que posso prever. Quero do simples o mais complexo, ou a filosofia. Sim, não procuro o que tudo ou o nada,somente o acaso, ou a felicidade.

"Disseste que se tua voz tivesse força igual à imensa dor que sentes"
Renato Russo - Eterno Trovador Urbano

sábado, 20 de março de 2010

Espera

Já te perdi, Mon'amour
Fostes tão cedo meu rapaz...
Volte, milord!

Deixo a tristeza tomar-me por um instante...
A vil melancolia das tuas lembranças
O vazio dos meus dizeres

Te vi partir,my dear,
para o eterno fugaz
do amor que te guardo

e que a solidão me preencha!
a cada toque de piano
que sinta-o como a bebida que enlouquece

Sim, insana!
insana de esperar-te
de ver-te partir,
do teu permanecer incompleto!

Padeço pela tua ausência...
te espero, mon'amour

sexta-feira, 19 de março de 2010

The Phantom


Coberto sobre negro manto
Nobre como a máscara que lhe cobre
De fria e casta loucura
De ingênua e tenra paixão

Vem atormentar-me em doces quimeras!
Volta a embriagar-me com tuas tristes canções!
Preencha-me com tua solidão!

Cante teus espelhos sórdidos!
Tua melancolia,ó triste querido
Teus sonhos vãos!

Cante, cante, cante!!
Cante à noite!
Cante a mim!

Preencha-me do vago da escuridão...!

terça-feira, 16 de março de 2010

Quero, Queres...

Quero ser feliz, apenas.
Como a gota que cai sem motivo ou circunstância, por gravidade, talvez.
Quero ser leve como um sorriso qualquer, como a chuva passageira..
Triste como um pássaro, e livre como o mesmo!
Quero da vida o que edifica.
Quero a lágrima, a solidão. Quero do sentir o mais intenso!
Viver de cada segundo o mais vil e o mais feliz!
Quero multidão!
Quero viver, apenas.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Circulos são prisões do infinito que se torna trivial
Ciclo que me prende...
Como a poeira que se esvai e volta, volta inconstante...
Como as cinzas que esperam renascer...
Desse vil e impiedoso ciclo que me torna sua prisioneira decadente
pedinte, talvez,
que a fênix permaneça adormecida
nesse cálido e torturante amanhecer.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Sacro Piano

Entre o toque e a paixão
A divina melodia
Entoa o sacro delinear

O tom celestial
Deleite dos deuses
Anjo fugaz dos mais sublimes acordes

Sobre o empíreo, tua altiva morada
Descansam tuas castas canções
Sob teus lisonjeiros encantos

E ecoa-se teu canto
Triste canto
Sobre tuas pétalas monocromáticas

E assim morro por amar-te
No completo de minha existência
Hei de um dia ouvir-te,

[mais uma vez...]

"Cogito, ergo sum"