sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Circulos são prisões do infinito que se torna trivial
Ciclo que me prende...
Como a poeira que se esvai e volta, volta inconstante...
Como as cinzas que esperam renascer...
Desse vil e impiedoso ciclo que me torna sua prisioneira decadente
pedinte, talvez,
que a fênix permaneça adormecida
nesse cálido e torturante amanhecer.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Sacro Piano

Entre o toque e a paixão
A divina melodia
Entoa o sacro delinear

O tom celestial
Deleite dos deuses
Anjo fugaz dos mais sublimes acordes

Sobre o empíreo, tua altiva morada
Descansam tuas castas canções
Sob teus lisonjeiros encantos

E ecoa-se teu canto
Triste canto
Sobre tuas pétalas monocromáticas

E assim morro por amar-te
No completo de minha existência
Hei de um dia ouvir-te,

[mais uma vez...]

Vá...

E as lágrimas me vêm novamente...
Como o feroz grito de dor que guardo a ti
Terno e feroz.
Não mais posso chorar a ti, meu querido,
Resigno-me pela minha fraqueza!

Falso amor,
Não te suporto.

Pelo que insisto em deixar preso
Esse vidrilho de alma que tu deixaste
Esse peito que sangra silenciosamente

Deixa-me sozinha
Meu eco grita e grita insanamente!
Parta!

Para os mais fugidios escombros de minha mente
Vá para onde te tornes um vago de escuridão!
Vá e não tornes a pecar...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Cansada.
Fatigada de percorrer essas ruas vazias.
Reflexos insanos.
Espelhos mortos.

Cansada.
Por trilhar essas estradas frias.
Máscaras vis
Do mundo dos enfermos!

Vista-se desse tolo calar!
Afogue-se sobre tua doce humanidade...
Livra-me desse pesar!

Vá coberto desse teu manto sujo!
Que já escorre pelo meu rosto
Essas tuas faces mortais!

sábado, 10 de outubro de 2009

Delírio

Envolta nos meus mais belos sonhos
Deliro estar sobre teu pálido manto...
Suave.

Afogo-me nos teus mais negros fios
Frágeis, ondulados...
Castos.

Deliro estar sobre teu olhar infantil
Sobre teu nobre sagaz...
Encanto.

Acorda-me!Acorda-me!!!
Não me desejes tanto mal!
Vede meus olhos cegos de paixão...

Acorda-me dos meus mais doces sonhos
Sobre o amargo fel
Da tua presença.

[Deixe-me sonhar anjo pálido!]

Deixa-me!

Odeio-te.
Odeio-te por amar-te a cada instante
Pelo teu frio e racional sagaz

Odeio-te por teu misterioso encanto
Que em mim lançastes!
Ó Príncipe atroz!

Peço-te, indolente,
Que deixeis meu viver
Deixe meu espírito, meu vazio!

Saia com tua indiferença!
Saia do meu peito, ó vil querido!!!
Que força já não tenho...

Deixa-me!!!
Imploro-te, meu amor...
Deixa-me sofrer em paz...!

"Cogito, ergo sum"